6 de set de 2010

RESUMO -GRANDES NAVEGAÇÕES

A Expansão Marítima


Em 1453 Constantinopla caía nas mãos dos turcos otomanos. Último grande entreposto comercial cristão no Oriente, a queda desta cidade favoreceu a busca de caminhos alternativos para a busca das tão lucrativas especiarias do Oriente. Essa busca levou os europeus a mergulhar numa das maiores aventuras da história humana. As grandes navegações colocaram em contato, pela primeira vez, todos os continentes habitados do Globo, iniciando o que podemos chamar de primeira globalização.



(Centros de Poder Mundial no início do século XVI)
Causas da Expansão Marítima

• Necessidades metalistas: o mercado europeu necessitava de maiores recursos em metais moedáveis para poder desenvolver as trocas comerciais.
• Buscar rota alternativa para a India: era urgente abastecer a Europa das tão apreciadas e lucrativas especiarias da India (cravo, canela, nóz moscada, pimenta do reino, etc).
• Necessidade de novos mercados: os europeus necessitavam trocar seus produtos manufaturados como outras regiões.
• Novas técnicas: bússola, astrolábio, caravela, cartas marítimas, avanço da geografia, esfericidade terrestre, pólvora e armas de fogo.
• Centralização monárquica: apenas Estados fortes poderiam levantar os grandes recursos necessários à empresa marítima.
• Desenvolvimento da Burguesia: asse novo grupo social vislumbrava enormes lucros no comércio marítimo.
• Espírito de aventura: A exploração colonial abria possibilidades de ascensão sócio-econômica fora da Europa.



(As rotas das Grandes Navegações)

As Navegações de Portugal

A centralização do poder em Portugal se confunde com as guerras de reconquista de seu território contra os muçulmanos.
Em 1139, a Dinastia de Borgonha foi fundada por Afonso Henriques. Os reis dessa dinastia impuseram severas derrotas aos mouros e finalmente os expulsaram do Algarve em 1249.
Em 1383, ocorreu a Revolução de Avis, pela qual João I (mestre da ordem de Avis) fundou a Dinastia de Avis. Esse rei se aliou à burguesia comercial lusitana e promoveu o desenvolvimento marítimo português, preparando o caminho para a aventura portuguesa pelos novos mundos no século seguinte.
Os Portugueses foram os primeiros a se lançarem ao mar, e seu pioneirismo se deve a diversos fatores.
• Situação geográfica privilegiada: Portugal situa-se na parte mais ocidental da Europa e detém um extenso litoral que serve de entreposto para as rotas de comércio que ligam Europa e África e o Mediterrâneo e Atlântico.
• Conhecimentos técnicos: No século VIII os árabes invadiram o território português e trouxeram consigo muitas novidades técnicas do Oriente: astrolábio, bússola, pólvora.
• Experiência de navegação: premidos pela necessidade, pois as terras não eram muitas e nem férteis, já na Baixa Idade Média os portugueses faziam pesca em alto mar.
• Burguesia mercantil forte: O renascimento comercial do fim da Idade Média favoreceu o desenvolvimento de um rico comércio entre o Mediterrâneo e o Mar do Norte, no qual Lisboa tinha um papel de importante entreposto.
• Centralização Monárquica: Portugal foi o primeiro Estado a centralizar o poder com a Revolução de Avis no século XIV, quando ascendeu ao trono D. João de Avis favorável à burguesia e a seus interesses comerciais.

O Ciclo Oriental das Navegações
ou Périplo Africano

Os portugueses buscaram em sua aventura marítima um caminho alternativo para as Índias. Esse caminho deveria contornar o continente africano para chegar às tão cobiçadas especiarias indianas. Assim ao longo de todo o século XV, os navegantes portugueses conquistaram pouco a pouco o litoral africano até achar o tão almejado caminho das índias.

Resumo das Navegações Portuguesas
1415: Conquista de Ceuta no Norte da África.
1419: Ilha da Madeira
1431: Arquipélago dos Açores
1434:Gil Eanes atinge o Cabo Borjador
1482: Diogo Cão chega na região do Zaire.
1488: Bartolomeu Dias atinge o Cabo da Boa Esperança no extremo sul da África.
1498: Vasco da Gama atinge Calicute na Índia, concluindo o périplo africano.
1500: Em 22 de abril Cabral chegou ao Brasil.

Apesar de perigosa, a carreira da Índia auferiu lucros imensos para Portugal com o comércio das especiarias. O porto de Lisboa transformou-se num dos mais agitados da Europa.
No século XVI Portugal tornou-se um dos Estados mais poderosos da Europa e a corte portuguesa viveu seu período de maior esplendor.

As navegações da Espanha
O Ciclo Ocidental das Navegações

A exemplo do que sucedeu com Portugal, a centralização do poder na Espanha também se deu paralelamente às lutas contra os muçulmanos em seu território. Durante esse processo consolidaram-se os reinos de Aragão, Navarra, Leão e Castela.
Com a reconquista do território espanhol aos muçulmanos pelos reis católicos Fernando de Aragão e Isabel de Castela em 1492, a Espanha finalmente conseguiu centralizar o poder e financiar a empresa marítima.
No mesmo ano da Reconquista o navegador genovês Cristóvão Colombo convenceu os reis espanhois a financiar-lhe uma viagem às Índias pelo Ocidente.
A idéia de Colombo era tirar proveito da forma esférica da Terra para chegar ao oriente navegando sempre para o ocidente, ou seja, ele daria a volta ao mundo.
Não obstante, nos planos de Colombo não constava a possibilidade de haver uma barreira entre os dois pontos. Assim, em 12 de outubro de 1492 esse navegador simplesmente tropeçou na América pensando que estava chegando ao Oriente.
Anos depois o navegador florentino Américo Vespúcio observou que as terras descobertas por Colombo eram um novo continente, o qual descreveu em sua obra Mundus Novus. O sucesso da obra de Vespúcio na Europa acabou por imprimir o seu nome às novas terras, enquanto Colombo morreu pobre e esquecido acreditando que de fato chegara às Índias.


A Partilha do Mundo

A Bula Inter Coetera foi assinada em 1493, pelo Papa espanhol Alexandre VI. Esse documento papal traçava um meridiano hipotético a 100 léguas a Ocidente de Cabo Verde. Todas as terras a oeste deste meridiano pertenceriam à Espanha e a leste pertenceriam a Portugal. Percebendo a enorme desvantagem, Portugal não aceitou a primeira divisão e, em 1494, foi assinado o Tratado de Tordesilhas que estendeu o meridiano a 370 léguas a Oeste da ilha de Cabo Verde.



(Divisão do mundo pelo Tratado de Tordesilhas)

As navegações da Inglaterra,
Holanda e França.

O pioneirismo português e Espanhol nas navegações deixaram países que ainda se viam com problemas internos como a Inglaterra, a França e a Holanda. Esses países equacionaram seus respectivos processos de centralização apenas no século XVI. Assim esses novos Estados mercantilistas tinham uma grande necessidade de metais preciosos, mercados e matérias primas. Isso favoreceu uma forte disputa colonialista entre os Estados europeus no século XVII, o que provocou muitas guerras dentro e fora da Europa.
A França e a Inglaterra privilegiaram a exploração e colonização da América do Norte. Esta última também deu grande apoia às práticas de pirataria no reinado de Elizabeth I o que originou grandes rivalidades com a Espanha, haja vista que o alvo princiapl dos corsários ingleses eram os galeões espanhóis invariavelmente carregados de ouro e prata. O Brasil foi, por diversas vezes, alvo das investidas de franceses (Rio de Janeiro) e holandeses (Bahia e Pernambuco). Esses chegaram a dominar regiões de interesse por vários anos no nordeste açucareiro. Não obstante, foram expulsos pelos portugueses passado algum tempo.





O Triângulo Comercial

Os europeus estruturaram uma grande estrutura de exploração colonial abrangendo um triângulo cujos vértices apontam para a Europa, África e América. Desse modo, a exploração se concentrou na África (escravos) e América (matérias primas) e o acúmulo de capital determinado pelos lucros exorbitantes do comércio triangular se concentrou no vértice europeu.
As manufaturas européias (tecidos e armas) eram trocadas com grandes vantagens por escravos na África. Os africanos escravizados eram levados para a América onde eram permutados por matérias primas (ouro, prata, açúcar). Essas matérias primas eram levadas para a Europa onde alcançavam altíssimo preço.
De outro modo, os europeus também trocavam suas manufaturas diretamente na América por matérias primas, para então voltarem para a Europa. Havia ainda a oportunidade não menos lucrativa de trocar as manufaturas por fumo, aguardente ou melado, que poderiam ser facilmente levados à África e trocados por escravos que seriam trocados na América por matérias primas que, na Europa, reverteriam em estrondoso lucro. Qualquer que seja o sentido da triangulação mercantilista, os europeus auferiam sempre enormes lucros. Isso favoreceu o acúmulo de capital e o desenvolvimento comercial do capitalismo e da indústria na Europa.

A exploração colonial européia se pautava por alguns princípios básicos:

• Monopólio Comercial: A metrópole tinha total exclusividade no comércio com suas colônias

• Complementariedade: A produção da colônia deveria ser complementar à da metrópole para permitir o lucrativo intercâmbio de mercadorias. Era vetado à colônia ter manufaturas.

• Escravismo: Utilização sistemática de escravos africanos (Brasil e EUA) ou indígenas (América Espanhola).

Conseqüências das Navegações

• Desenvolvimento do comércio Atlântico
• Estados Nacionais fortalecidos
• Ascensão capitalista e burguesa
• Novos povos e culturas
• Novos animais e plantas
• Imposição cultural européia
• Imposição da religião cristã
• Comércio de escravos
• Desenvolvimento científico tecnológico
• Desestruturação cultural dos indígenas

2 comentários:

Anônimo disse...

gostei bastante eu usei para umtrabalho e tirei 10 o unico problema que esse e um resumo bem grande(eu tenho11anos tchau

Leticia disse...

Ufffaaaa esse resumo vai salvar meu dia ... Perfeito pra quem ta no ensino médio ameeeiii