20/06/2011

GABARITO - 9º ANO - HISTÓRIA

9º ANO - HISTÓRIA




01 - (UERJ)

Nós, marinheiros, cidadãos brasileiros e republicanos, mandamos esta honrada mensagem para que Vossa Excelência faça aos marinheiros brasileiros possuirmos os direitos sagrados que as leis da República nos facilitam. Tem Vossa Excelência 12 horas para mandar-nos a resposta satisfatória, sob pena de ver a Pátria aniquilada.

Adaptado do memorial enviado pelos marinheiros ao presidente Hermes da Fonseca, em 1910.

Em: MARANHÃO, Ricardo e MENDES JUNIOR, Antonio.

Brasil história: texto e consulta. São Paulo: Brasiliense, 1983.



Os participantes da Revolta da Chibata (1910-1911) exigiam direitos de cidadania garantidos pela Constituição da época.

As limitações ao pleno exercício desses direitos, na Primeira República, foram causadas pela permanência de:



a) estruturas sociais herdadas do escravismo

b) privilégios econômicos mantidos pelo Exército

c) discordâncias políticas relacionadas ao federalismo

d) preconceitos étnicos justificados pelas teorias científicas



Gab: A



02 - (UERJ)



Prisioneiros de Canudos

http://acervos.ims.uol.com.br



A Guerra de Canudos, de 1896 a 1897, foi um dos principais conflitos que marcaram o início do período republicano no Brasil. Os prisioneiros retratados na foto são sobreviventes dessa guerra, sertanejos vítimas de exclusão social e política.



Os fatores responsáveis por essa exclusão, naquele contexto, foram:



a) êxodo rural – voto de cabresto

b) desemprego – reação monarquista

c) crise agrícola – sincretismo religioso

d) concentração de terras – coronelismo



Gab: D



03 - (FATEC SP)

Leia com atenção os versos de cordel a seguir.



“Ele matava de brincadeira,

Por pura perversidade,

E alimentava os famintos

Com amor e caridade.”



“Por onde Lampião anda,

Minhoca fica valente,

Macaco briga com onça

E o carneiro não amansa.”



(HOSBAWN, Eric. Bandidos. Rio de Janeiro:

Editora Forense-Universitária, 1976. p. 55.)



Nesses versos, a figura de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, apresenta algumas características conflitantes e muito valorizadas dos grupos de cangaceiros que circulavam pelo sertão, na primeira metade do século XX. Essas características, que despertavam respeito e identificação da população pobre do sertão com esses grupos, era(m)



a) o desprezo pela própria vida e pela vida alheia.

b) a violência em alguns momentos e, em outros, a bondade para com os pobres.

c) a covardia simbolizada pelas minhocas e, por vezes, a valentia simbolizada pela onça.

d) a obediência às palavras do Evangelho - dai pão a quem tem fome - e às palavras da lei republicana, propondo a justiça social no sertão.

e) a fraqueza diante dos policiais e a valentia para enfrentar os camponeses.



Gab: B



04 - (PUC RS)

A Guerra de Canudos é objeto de análise de Euclides da Cunha, em sua obra “Os Sertões”. Ao descrever o desfecho do movimento, o autor afirma:



Concluídas as pesquisas nos arredores, e recolhidas as armas e munições de guerra, os jagunços reuniram os cadáveres que jaziam esparsos em vários pontos. Decapitaram-nos. Queimaram os corpos. Alinharam depois, nas duas bordas da estrada, as cabeças, regularmente espaçadas, fronteando-se, faces volvidas para o caminho. Por cima, nos arbustos marginais mais altos, dependuraram os restos de fardas, calças e dólmãs multicores, selins, cinturões, quepes de listras rubras, capotes, mantas, cantis e mochilas...

CUNHA, E. Os sertões. São Paulo: Abril Cultural, 1979. p. 255.



A Guerra de Canudos é considerada um movimento



a) monarquista, inspirado nas ideias de Benjamin Constant, já que sua principal luta era pelo retorno da família real ao Brasil.

b) de cunho político-partidário, liderado por Padre Cícero no sertão baiano, tendo o intuito de combater a fome e a miséria.

c) de cunho messiânico, liderado por Antônio Conselheiro, que conseguiu reunir cerca de 20 mil seguidores, pregando a salvação da alma.

d) abolicionista, por isso refugiou grande contingente de ex-escravos, o que passou a prejudicar os latifúndios por falta de mão-de-obra, ocasionando uma reação militar.

e) sertanejo, já que reuniu população do interior paulista que se dedicava à criação de animais para subsistência e a pequenas plantações em latifúndios.



Gab: C



05 - (UNIFOR CE)

Na noite de 22 de novembro de 1910, o marechal Hermes da Fonseca completava sua primeira semana como presidente da República. Neste dia, no Rio de Janeiro, então capital do Brasil, marinheiros da Armada brasileira protagonizaram o início de um movimento que defendia, entre outras coisas, o fim dos castigos físicos aplicados aos graduados da Marinha.



Pode-se inferir que se trata da



a) Revolta da Chibata;

b) Revolta da Marinha;

c) Revolta das Forças Armadas;

d) Revolta da Vacina;

e) Revolução Constitucionalista.



Gab: A



06 - (UNICID SP)

Raro, Rato, Rato

“Quem apanha ratos?

Aqui estou eu para comprar, para comprar

Ratos baratos

São necessários para estudar, para estudar

Já que vens saber

Que este viver é minha sina

Rato, rato, rato, rato

Na parada da vacina.”



O fragmento da bem humorada música faz referência



a) à campanha da vacinação obrigatória contra a febre amarela, realizada pelo dr. Emílio Ribas, durante a ditadura de Getúlio Vargas.

b) ao extermínio dos ratos transmissores da peste bubônica, no Rio de Janeiro, durante o Período Joanino.

c) à campanha de higienização do Rio de Janeiro, empreendida pelo médico sanitarista, dr. Oswaldo Cruz, durante o governo de Rodrigues Alves.

d) à miséria da população da região nordeste do Brasil durante os períodos de seca prolongada.

e) à campanha de vacinação contra a leptospirose, doença transmitida pelos ratos, durante a década de 1950, nas cidades portuárias de Santos e do Rio de Janeiro.



Gab: C

07 - (UNIFESP SP)

“Mete dinheiro na bolsa – ou no bolso, diremos hoje – e anda, vai para diante, firme, confiança na alma, ainda que tenhas feito algum negócio escuro. Não há escuridão quando há fósforos. Mete dinheiro no bolso. Vende-te bem, não compres mal os outros, corrompe e sê corrompido, mas não te esqueças do dinheiro… E depressa, depressa, antes que o dinheiro acabe”.

Machado de Assis, 1896.

Essa passagem evoca o clima que se criou no país com:

a) a valorização do café.

b) a Abolição.

c) a Guerra do Paraguai.

d) o Encilhamento.

e) o ciclo da borracha.



Gab: D



08 - (UFRN)

Ao longo de toda a Primeira República, o Estado brasileiro foi governado a partir de alianças oligárquicas conservadoras. A Política do Café-com-leite e a Política dos Governadores têm sido vistas pela historiografia como expressões dessas alianças.

Explique em que consistia a Política do Café-com-leite e a Política dos Governadores.

(0,5)

Esperava-se que o candidato explicasse que a política do café-com-leite consistia numa política em que predominou os interesses das oligarquias mineiras e paulistas, respectivamente ligadas à economia cafeeira e pecuária, cuja estratégia principal era a alternância no Poder Executivo nacional, resultante de uma aliança que perdurou durante toda a República Oligárquica, período compreendido entre 1894 e 1930.

(0,5) O aluno deveria explicar essa política idealizada por Campos Sales como uma aliança entre o poder central (Presidente) e o poder estadual (Governadores), em que o primeiro apoiava os últimos e, em troca, recebia o apoio dos deputados no Congresso Nacional. Além disso, evidenciar que os objetivos dessa política eram eliminar as divergências entre o Congresso e a Presidência da República, assegurando a governabilidade em razão do apoio dos governadores ao presidente, cujos resultados mais visíveis foram o fortalecimento do Poder Executivo (nacional, estadual e municipal) e a consolidação das oligarquias (poder local), através do controle do processo eleitoral por parte do Poder Executivo, que se valia de mecanismos como: articulação com os coronéis (voto de “cabresto”, assistencialismo, clientelismo), controle da Comissão Verificadora pelo Poder Executivo, fraudes eleitorais, nomeação dos intendentes municipais (prefeitos), além do voto, que não era secreto e obrigatório.



09- (UNESP SP)

Cabia agora definir, de uma vez por todas, a repartição dos poderes na República: o que caberia ao executivo federal, ao estadual, às instituições legislativas, ao município e aos coronéis. Já havia o texto constitucional, mas à estrutura político-jurídica estavam subjacentes, ainda, os resquícios do patrimonialismo.

Campos Salles (1898-1902) sacramentou o pacto do poder pela aplicação da “Política dos Governadores” (...)

(Maria de Lourdes Moraes Janotti,

O coronelismo: uma política de compromisso.)

a) Caracterize o fenômeno do coronelismo.

b) No que consistia a “Política dos Governadores”?



a) O nome "coronelismo" deriva de "coronel", que na época da monarquia correspondia a uma importante patente militar entre os integrantes da chamada Guarda Nacional, cujos oficiais, via de regra, eram proprietários de terras e de escravos. Assim, dá-se o nome de "coronelismo" às formas de controle social e político sobre a população rural que existiram naquele período e se estenderam sobretudo na Primeira República – que abolira o voto censitário e estabelecera o sufrágio universal masculino; de tal forma que o poder de um "coronel" não se media só pelos seus bens materiais, mas também pelo volume de agregados que podia qualificar como eleitores e sufragar aqueles que eram representantes da oligarquia rural, perpetuando-os no exercício do poder.

b) A "Política dos Governadores" consistia no apoio do governo central aos governos locais nos estados, desde que estes apoiassem o governo central no Poder Legislativo. Era uma forma de perpetuação das oligarquias no exercício do poder político durante a Primeira República.

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