06/09/2010

RESUMO - REVOLUÇÕES NO SÉCULO XIX - EUROPA

Revoluções Européias do Século XIX

Fatores:

 Queda de colheitas;
 Situação de miséria do proletariado;
 Ausência de garantias e direitos fundamentais para o trabalhador;
 Repressão à liberdade de expressão;
 Aliança temporária entre setores da pequena e média burguesias com o proletariado;
 Ideais nacionalistas, liberais e socialistas.

Liberalismo

 Democracia;
 Poderes separados em Executivo, Legislativo e Judiciário;
 O Estado deveria servir o cidadão respeitando a sua liberdade;
 Liberalismo econômico (iniciativa privada);
 O Estado deveria estar separado da Igreja;
 Liberdade religiosa e filosófica.

Nacionalismo

 Respeito pela formação natural dos povos, ligados por laços étnicos, lingüísticos e por outros laços culturais;
 Direito de todos os povos lutarem por sua independência como nação;
 Direito dos povos de viverem, com autodeterminação, num território unificado.
As revoluções liberais na França

1) A restauração dos Bourbon: Luís XVIII e Carlos X

 Luís XVIII (1815-1824):

 “Terror Branco”: violenta repressão aos grupos bonapartistas e liberais;
 Equilíbrio entre o liberalismo burguês e as forças aristocráticas tradicionais.

 Carlos X (1824-1830):

 Desejava a instituição do Absolutismo de direito divino;
 Foi apoiado pela Igreja e por setores ultraconservadores;
 Deu à Igreja o controle do ensino promovendo o retorno dos jesuítas;
 Indenizou aristocratas que tiveram suas propriedades confiscadas durante a Revolução Francesa.
2) Revolução de 1830: a alta burguesia contra o rei

 1830: Carlos X, para reprimir o liberalismo, dissolveu a Câmara dos Deputados e impôs severa censura à imprensa;
 julho/1830: estoura a revolução liderada pela alta burguesia financeira que conseguiu depor Carlos X. Em seu lugar subiu Luís Felipe D’Orleans que governou até 1848.
 Luís Felipe, o rei burguês:
 Governou para a burguesia (banqueiros);
 Foi apoiado por seu ministro François Guizot;
 Procurou harmonizar o apoio da burguesia liberal e a resistência conservadora para que, garantindo a ordem social interna, pudesse dar liberdade econômica às classes dominantes.
 Expansão colonial em direção à África e à Oceania;
 O proletariado vivia numa situação de miséria absoluta.


3) Revolução de 1848: o levante popular contra o reinado dos banqueiros

 Com o descontentamento das classes populares, um grande levante (estudantes, trabalhadores e membros da Guarda Nacional), liderados por liberais e socialistas, rebelaram-se contra Luís Felipe e seu ministro Guizot que foram derrubados do poder;
 Formou-se um governo provisório composto de representantes da burguesia liberal (Alphonse de Lamartine) e de socialistas (Louis Blanc);
 Tentando melhorar a situação dos trabalhadores foram criadas as Oficinas Nacionais que eram empresas dirigidas e sustentadas pelo Estado. Todavia, para mantê-las foram criados impostos, fato este que a burguesia não gostou.
 Para conter os trabalhadores o general Eugène Cavaignac, recebeu plenos poderes para reprimir violentamente o povo. Resultado: 16 mil pessoas assassinadas e 4 mil expulsas do país.
 Mesmo depois da violenta repressão aos trabalhadores, a burguesia sentia a necessidade de consolidar as instituições políticas para impor um clima de ordem pública ao país. Promulgou-se uma nova Constituição e foram marcadas eleições para presidente;
 Foi eleito Luís Napoleão Bonaparte que governou com o apoio do exército, Igreja e da burguesia. Em 1852, ele deu um golpe de Estado e implantou uma ditadura na qual ele recebeu o título de Napoleão III. Governou até 1870.
 Conclusão: a revolução de 1848 foi um fracasso para o proletariado, todavia a burguesia industrial chegara ao poder. O ciclo revolucionário iniciado em 1789 chegava ao fim.

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