01 - (Univag
MT/2014)
Texto 1
O Estado
nasce do interior da sociedade, mas ele se eleva acima dela. Antes do seu
advento imperava o “estado de natureza”, a guerra de todos contra todos. Assim,
ele surge como manifestação da evolução humana, cujo sinal é a consciência da
necessidade de um poder superior, absoluto e despótico, voltado para a defesa
da sociedade. Essa consciência origina um contrato pelo qual os homens
abdicam da sua liberdade anárquica em favor do Estado, afim de evitar o caos. A
figura bíblica do Leviatã representa o Estado: um monstro cruel que, no
entanto, impede que os peixes pequenos sejam devorados pelos maiores.
(www.cefetsp.br. Adaptado.)
Texto 2
No estado
natural do homem ele possuiria direitos naturais que não dependeriam de sua
vontade (um estado de perfeita liberdade e igualdade). Locke afirma que a
propriedade é uma instituição anterior à sociedade civil (criada junto com o
Estado) e por isso seria um direito natural ao indivíduo, que o Estado não
poderia retirar. “O Homem era naturalmente livre e proprietário de sua pessoa e
de seu trabalho”.
(www.brasilescola.com)
A partir da
leitura dos textos, assinale a alternativa correta.
a) O texto 1 representa a
concepção do Estado, segundo a ótica liberal.
b) Os dois textos apresentam
a mesma concepção de Estado.
c) O texto 1 contém
argumentos favoráveis ao Estado Absolutista.
d) O texto 2 contém críticas
à propriedade privada.
e) O texto 2 apresenta ideias
opostas ao individualismo burguês.
Gab: C
02 - (MACK
SP/2013)

“O Estado sou
eu”, frase atribuída ao rei francês Luís XIV, traduzia o grau de centralização
de poderes típica dos Estados absolutistas europeus. Tal forma de organização
política destacava a figura do monarca como bem caracteriza a imagem acima.
Assinale a alternativa correta que expressa o papel da monarquia absolutista.
a) O regente, ao aparecer
publicamente com trajes suntuosos, exprimia a união entre o poder temporal e o
espiritual, apoiado publicamente pelo Papa em cada aparição pública.
b) O monarca, ao se utilizar
da pompa e da suntuosidade, sintetizava os anseios da própria nação e dos
diversos grupos religiosos existentes no território francês.
c) A exposição pública da
figura do monarca enfraquecia a nobreza e as tradições aristocráticas, ao mesmo
tempo em que fortalecia os interesses burgueses.
d) O rei, ao simbolizar o
próprio Estado francês, consegue articular o anseio do grupo mercantil em
ascensão, articulando-os com os interesses da nobreza nacional.
e) Eliminar as revoltas
camponesas francesas, recorrendo ao luxo e majestade configurados na imagem do
monarca, garantia estabilidade a nação.
Gab: D
3- (UNISC RS/2014)
O ano de 2014
apresenta eventos importantes para o Brasil, como eleições para os cargos mais
altos da hierarquia de poder político, envolvendo o poder Executivo e
Legislativo. Assim como o Brasil, outros países do mundo também têm eleições
para escolher os governantes. Porém, nem sempre na história o poder político
foi democrático. Por exemplo, na Europa, na época moderna os reis eram
absolutistas. Sobre o Absolutismo é correto afirmar que ( , )
a) foi organizado numa estruturação de Estado fraco e
pouco centralizado.
b) foi uma forma de governo em que os reis nunca
centralizaram o poder, pois esse poder ficou com a Igreja.
c) possibilitou o surgimento e fortalecimento das
monarquias centralizadas em países como França, Inglaterra e Espanha.
d) com a formação dos Estados Nacionais, a Igreja
Católica continuou, ao longo da Idade Moderna, como uma das maiores aliadas dos
reis absolutistas.
e) permitiu à burguesia assumir o poder político dos
Estados Nacionais e da Igreja Católica.
Gab: C
04 - (ESPM/2014)
A primeira
providência a tomar é impedir que o metal precioso saia do país. Para isso se
toma toda uma série de medidas intervencionistas nos mais diversos domínios
indiretamente para evitar as importações, e diretamente para evitar a evasão do
metal.
Desde o fim
do século XV já Fernando e Isabel proíbem a saída dos metais: ouro e prata em
barra, ouro e prata amoedados, baixelas de ouro e prata e uma infinidade de
objetos de luxo que podem ser feitos desses metais. A inobservância dessas
interdições é punida com penas severas, até mesmo com a pena de morte.
(Paul Hugon. História das
Doutrinas Econômicas)
O texto deve ser relacionado com o:
a) Fisiocratismo;
b) Liberalismo;
c) Neoliberalismo;
d) Socialismo;
e) Mercantilismo.
Gab: E
05 - (Fac. Cultura
Inglesa SP/2014)
O Mercantilismo não era um sistema em nosso sentido da palavra, mas
antes um número de teorias econômicas aplicadas num esforço para conseguir
riqueza e poder.
(Leo Huberman. História da riqueza do homem, 1983.
Adaptado.)
Na prática
econômica conhecida como Mercantilismo, a atuação do Estado
a) é inexistente, uma vez que
essa prática econômica é baseada na não intervenção do governo na economia.
b) é relativa, pois somente
as colônias do continente americano são responsabilidade direta do Estado nessa
prática.
c) é baseada na
regulamentação dos preços dos produtos nacionais, porém sem agir sobre a
política alfandegária.
d) é efetiva, uma vez que
essa prática é baseada no controle direto do governo sobre a economia.
e) é atuante no sentido de
garantir meios e estrutura para sua prática, mas sem participar diretamente do
processo.
Gab: D
06 - (FATEC SP/2012)
O
Mercantilismo pode ser definido como um conjunto de práticas e doutrinas
econômicas adotadas pelo Estado absolutista, na Idade Moderna, com o objetivo
de obter e acumular riqueza. Partindo do princípio de que a riqueza de uma
nação era determinada pela quantidade de metais preciosos mantidos dentro de
seu território, os estados absolutos desse período
a) proibiam as atividades
manufatureiras e desviavam os capitais assim liberados para o desenvolvimento
de frotas comerciais.
b) criavam cooperativas multinacionais
para dividir os custos de empreendimentos, como a colonização de áreas
periféricas.
c) eliminavam a livre
iniciativa, submetendo as atividades econômicas rurais e urbanas ao monopólio
estatal.
d) estabeleciam a lei da
oferta e da procura para garantir a livre concorrência e eliminar os entraves
ao desenvolvimento comercial.
e) utilizavam políticas
intervencionistas para regular o funcionamento da economia e obter uma balança
comercial favorável.
Gab: E
07 - (FUVEST
SP/2012)
BALANÇAS COMERCIAIS DA FRANÇA E INGLATERRA
NO SÉCULO XVIII (EM MILHÕES DE LIBRAS )

Fernand Braudel, Civilização
material, economia e
capitalismo, Vol.
II, Lisboa, Teorema, 1992, p. 175. Adaptado.
Considerando os dois gráficos acima,
a) defina e explique o significado geral de
uma balança comercial “favorável” ou “desfavorável” para um determinado país;
Gab:
a) O termo “balança comercial” refere-se à
diferença entre as exportações e as importações realizadas por um país.
Exportações maiores que as importações indicam uma balança comercial favorável
— o que significava a entrada de divisas e a possibilidade de um maior acúmulo
de capital e, consequentemente, maior fortalecimento dos estados nacionais.
Dentro dessa lógica, obter uma balança comercial desfavorável (importações maiores
que as exportações) configurava uma situação indesejável.
08 - (UFMG/2011)
Leia este
trecho:
Este fluxo de prata é despejado em um país
protecionista, barricado de alfândegas. Nada sai ou entra em Espanha sem o
consentimento de um governo desconfiado, tenaz em vigiar as entradas e as
saídas de metais preciosos. Em princípio, a enorme fortuna americana vem,
portanto, terminar num vaso fechado. Mas o fecho não é perfeito [...] Ou
dir-se-ia tão comumente que os Reinos de Espanha são as “Índias dos outros
Reinos Estrangeiros”.
BRAUDEL, Fernand. O
Mediterrâneo e o mundo mediterrânico à época de Felipe II.
Lisboa: Martins Fontes, 1983-1984, v.1, p. 523-527.
Lisboa: Martins Fontes, 1983-1984, v.1, p. 523-527.
1. IDENTIFIQUE a
prática econômica a que se faz referência nesse texto.
2. CITE o principal
objetivo dessa prática.
Gab:
1. Metalismo, prática dominante do mercantilismo
ibérico.
2. O acúmulo de metais preciosos seria
condição básica para o fortalecimento de poder real por meio da consolidação do
aparato político, burocrático e militar das monarquias.
9- (UERJ/2012)
Nasce daqui uma questão: se vale mais ser amado que temido
ou temido que amado. Responde-se que ambas as coisas seriam de desejar; mas
porque é difícil juntá-las, é muito mais seguro ser temido que amado, quando
haja de faltar uma das duas. Deve, todavia, o príncipe fazer-se temer de modo
que, se não adquire amizade, evite ser odiado, porque pode muito bem ser ao
mesmo tempo temido e não odiado; o que sempre conseguirá desde que respeite os
bens dos seus concidadãos e dos seus súditos porque os homens esquecem mais
depressa a morte do pai que a perda do patrimônio.
Mas quando um príncipe está com os exércitos e tem uma
multidão de soldados sob o seu comando, então é de todo necessário que não se
importe de passar por cruel; porque sem esta fama não se mantém um exército
unido, nem disposto a qualquer feito.
O
Príncipe, de Nicolau Maquiavel
Adaptado de www.arqnet.pt
Nicolau Maquiavel foi um pensador florentino que viveu na
época do Renascimento. Ele é considerado um dos fundadores do pensamento
político moderno e suas ideias serviram de base para a constituição do
Absolutismo monárquico.
Identifique no texto duas
práticas do Absolutismo monárquico.
Gab:
Duas das práticas:
• monopólio do exercício da força
• formação de um exército regular
• respeito às leis fundamentais do reino
• concentração
de poder político nas mãos do soberano
10- (UFG
GO/2014)
Analise a
imagem a seguir.

Trocas comercias entre metrópoles e colônias. Disponível
em: <http://historiaonlineceen.blogspot.com.br/2012/10/pacto-colonial.html>.
Acesso em: 8 nov. 2013. (Adaptado).
Por
mercantilismo designa-se o conjunto de ideias e práticas econômicas
desenvolvidas pelos Estados Nacionais Modernos entre os séculos XV e XVIII, que
marcou a relação entre as metrópoles e suas colônias. Diante do exposto,
explique como a imagem apresentada remete
a) a um princípio do
mercantilismo;
b) à relação entre as
metrópoles e as colônias.
Gab:
a) A imagem apresentada se
refere a dois princípios do mercantilismo (o candidato deve explicar apenas um
princípio):
• metalismo: consiste na política
de acumulação de metais preciosos, mensurando a riqueza econômica de um país
por meio da quantificação de ouro ou prata por ele adquiridos, valorizados como
moeda de troca e capital. Percebe-se tal característica na imagem por meios das
linhas de fluxo de prata (América Espanhola para Europa) e ouro (América
Portuguesa para Europa).
• valorização do comércio e balança
comercial favorável: a economia da colônia é integrada à economia da
metrópole, o que significa que a colônia fornece à metrópole produtos tropicais
para a comercialização com outros Estados Nacionais (no mapa, observam-se as
linhas de fluxo, da América para a Europa, de produtos como açúcar, tabaco,
cacau e pele). Ao mesmo tempo, a colônia funciona como entreposto comercial,
recebendo produtos manufaturados da metrópole. Desse modo, a metrópole aumenta
suas exportações e diminui suas importações, garantindo uma balança comercial
favorável.
b) A imagem apresentada se refere
à relação entre metrópoles e colônias por meio da visualização do (o aluno deve
explicar apenas uma relação):
• Comércio triangular:
constituía-se nas rotas de navegação executadas pelo comércio entre metrópoles
e colônias. A imagem evidencia a ligação entre os três continentes (Europa,
América e África) e suas respectivas funções comerciais. A Europa fornecia
produtos manufaturados para a América; a África fornecia mão de obra escrava
para a produção colonial; a América fornecia produtos tropicais para a Europa.
Nesse sentido, a dinâmica comercial fortalecia a relação entre os territórios
coloniais e metropolitanos.
• Pacto colonial: estabelecia que
a colônia, além de ser produtora de matérias-primas, devia comercializar apenas
com a metrópole (exclusivo comercial ou monopólio comercial). Na imagem,
observam-se indícios do pacto colonial nas trajetórias de produtos (açúcar,
tabaco, cacau, prata e ouro) das colônias para as metrópoles espanhola e
portuguesa. Da mesma forma, o pacto colonial gerava o impedimento de produção
de manufaturados nos territórios coloniais, sendo esses importados da
metrópole, conforme se observa na trajetória expressa na imagem.