20 de mai. de 2014

GABARITO - HISTÓRIA 1º E 2º ANO - RECONSTRUÇÃO

Reconstrução – his – 2º ano

1-(UNIFOR CE)    
Analise os textos abaixo.
I)     "...ela foi um compromisso entre a burguesia (...) e os grandes proprietários rurais. As massas não tomaram parte na sua execução..."
II)    "ela levou ao poder os aliados burgueses e latifundiários. As terras da Coroa e da Igreja foram apropriadas pelas duas classes aliadas. Esta nova aristocracia promoveu uma legislação para garantir o desenvolvimento do comércio, a expansão da agricultura moderna e a ampliação da oferta de mão-de-obra para as manufaturas e indústrias..."
III)  "O poder do rei foi limitado pelo poder do Parlamento. A burguesia, aliada dos proprietários rurais, passou a exercer diretamente o poder político através do Parlamento".
Eles identificam
a)    as conseqüências da Revolução Francesa.
b)    os resultados da Revolução Americana.
c)    a importância da Revolução Industrial.
d)    os fatores da Revolução Comercial.
e)    o significado da Revolução Gloriosa.

Gab: E
2-  (UNESP SP)
"E o pior é que a maior parte do ouro que se tira das minas passa em pó e em moedas para os reinos estranhos e a menor é a que fica em Portugal e nas cidades do Brasil, salvo o que se gasta em cordões, arrecadas e outros brincos, dos quais se vêem hoje carregadas as mulatas de mau viver e as negras, muito mais que as senhoras".
 (André João Antonil. Cultura e opulência do Brasil, 1711.)

No trecho transcrito, o autor denuncia:
a)    A corrupção dos proprietários de lavras no desvio de ouro em seu próprio benefício e na compra de escravos.
b)    A transferência do ouro brasileiro para outros países em decorrência de acordos comerciais internacionais de Portugal.
c)    O prejuízo para o desenvolvimento interno da colônia e da metrópole gerado pelo contrabando de ouro brasileiro.
d)    O controle do ouro por funcionários reais preocupados em esbanjar dinheiro e dominar o poder local.
e)    A ausência de controle fiscal português no Brasil e o desvio de ouro para o exterior pelos escravos e mineradores ingleses.

Gab: C
3- (UNESP SP)
“Nossa milícia, Senhor, é diferente da regular que se observa em todo o mundo. Primeiramente nossas tropas com que vamos à conquista do gentio bravo desse vastíssimo sertão não é de gente matriculada no livro de Vossa Majestade, nem obrigada por soldo, nem por pagamento de munição.”
(Carta de Domingos Jorge Velho ao rei de Portugal, em 1694.)

De acordo com o autor da Carta, pode-se afirmar que
a)    Os bandeirantes possuíam tropas de mercenários, pagas pela metrópole, com o objetivo de exterminar indígenas.
b)    Havia proibição oficial de capturar índios para a escravização e os bandeirantes pretendiam evitar ser punidos pelos colonos e pelos espanhóis.
c)    Os exércitos portugueses, organizados na colônia, tinham a particularidade de serem compostos por indígenas especializados em destruir quilombos.
d)    Algumas tribos indígenas ameaçavam a segurança dos colonos e as bandeiras eram tropas encarregadas de transportar os nativos para as reduções religiosas.
e)    Muitas das bandeiras paulistas eram constituídas por exércitos particulares, especializados em exterminar e capturar indígenas para serem escravizados.

Gab: E
4- (UNIFOR CE)   
Em 1703, Portugal e Inglaterra assinaram um acordo comercial, o Tratado de Methuen que, segundo Celso Furtado, (...) significou para Portugal renunciar a todo desenvolvimento manufatureiro e implicou transferir para a Inglaterra o impulso dinâmico criado pela produção aurífera no Brasil. (...)
(Celso Furtado. Formação Econômica do Brasil. São Paulo: Nacional, 1969. p. 38)

Sobre o período da mineração do Brasil, pode-se afirmar que:
a)     deslocou para a região do nordeste da colônia um contingente populacional, oriundo do reino e da zona litorânea, motivado pela febre do ouro.
b)     permitiu a formação, em Vila Rica, de uma classe média urbana, que conspirou contra a Metrópole, objetivando a construção de um Estado republicano, com a abolição imediata da escravidão.
c)     possibilitou, entre outros fatores, à Inglaterra, acumulação de capitais, que transformou o sistema bancário inglês no mais importante centro financeiro da Europa.
d)     confirmou para os ingleses seus interesses mercantis sobre o continente americano, uma vez que a Coroa Portuguesa permitiu a instalação de indústrias na colônia.
e)     resultou no crescimento urbano da colônia associado ao desenvolvimento do comércio externo, que abastecia a região do ouro.

Gab: C

5 - (UEPB)  
Assinale a única alternativa incorreta relacionada com o processo político-econômico que culminou com a mudança da família real portuguesa para o Brasil e com a abertura dos portos no início do século XIX.
a)    Ao contrário do que a maioria esmagadora dos historiadores defende, a vinda da Família Real para o Brasil dinamizou a vida cultural da colônia, pois forçou a criação de escolas, bibliotecas, teatros, museus, jornais, etc.
b)    A chegada de Dom João e sua corte ao Rio de Janeiro causou a necessária criação de uma estrutura administrativa que abrigasse os  quase 12 mil burocratas e nobres portugueses, que em Lisboa gozavam de vários privilégios e que no Brasil chegaram desempregados.
c)    A abertura dos portos em 1808 dava autorização para o livre-comércio entre o Brasil e todas as nações que não fossem aliadas à França e era acompanhada da suspensão da proibição de atividades industriais na colônia e da criação da Real Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação e do Banco do Brasil.
d)    A vinda do governo português para o Brasil não desequilibrou, em favor da sociedade brasileira, as relações entre a colônia e a metrópole e não trouxe para o país nenhum benefício econômico e qualquer autonomia política, já que Dom João VI governava como se ainda estivesse em Lisboa.
e)    O Reino Unido foi grande beneficiado com a abertura dos portos, pois os tratados de aliança e de comércio reafirmavam pactos e acordos feitos anteriormente, ressarciam a Inglaterra pelos serviços prestados na transferência da Corte para o Brasil e davam aos produtos ingleses tarifas preferenciais.

Gab: D


(UNICAMP SP)   
O pensamento iluminista do século 18 tem na Enciclopédia, dirigida por Diderot e d’Alembert, uma obra de 35 volumes, editada entre 1751 e 1780,que reúne a totalidade dos conhecimentos da época. Por usarem os princípios da razão para questionar os fundamentos da sociedade em que viviam, os enciclopedistas foram considerados defensores de um pensamento revolucionário.
6)    Qual a característica principal do pensamento das luzes?
7)    O que significa os princípios da razão?
8)    Contra quais valores da época se dirigiam as críticas dos pensadores iluministas?

Gab:
6)    Consoante a noção racionalista de Progresso, o Iluminismo objetivava tornar os homens senhores de si mesmos, livrando-os do medo, dissolvendo os mitos e substituindo a imaginação pelo saber.
7)    Para os iluministas a pesquisa da realidade guiada pela razão significa a lúcida compreensão do mundo afastando os mistérios, as crendices que fundamentavam a sociedade dividida em ordens, característica do Antigo Regime, baseadas no privilégio no nascimento.
8)    Os iluministas criticavam no plano da economia o sistema colonial baseado no monopólio, que controlava os negócios. No plano social, a crítica se direcionava à divisão da sociedade em ordens, o que barrava a ascensão dos burgueses. No plano político, criticavam o absolutismo monárquico, baseado no Direito Divino e finalmente, no plano do conhecimento, atacavam as crendices, os mistérios pregando a razão como guia para o progresso humano.

(UEG GO)   
Tinteiro com barrette frígio esmagando um padre.
Bulloz. Musseé Carnavalet, Paris. In. MARTINS, José Roberto. História. São Paulo: FTD, 1997. p. 220.

A figura é uma expressão do Iluminismo, movimento literário, científico e filosófico, que visava combater o absolutismo, a Igreja e a tradição intelectual que marcou a Europa no século XVIII. Em relação ao Iluminismo, responda ao que se pede:
9)    identifique três pensadores iluministas.
10)  identifique duas divergências entre o pensamento iluminista e o pensamento da Igreja Católica.

Gab:
9)    Voltaire / Rosseau / J. Locke
10)  Enquanto o teocentrismo e a espiritualidade marcam o pensamento da Igreja Católica, o racionalismo e o materialismo marcam o pensamento medieval.


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RECUPERAÇÃO – 1º ANO - HISTÓRIA

1 - -(CEFET PR)  
“Momento de transição entre o esplendor da cultura grega e o desenvolvimento da cultura romana e caracterizou-se pela difusão da civilização grega, mas preservando elementos de origem oriental, persa e egípcia, numa vasta área que se estendia do mar Mediterrâneo oriental à Ásia Central. De modo geral, foi a concretização do ideal de Alexandre difundir a cultura grega aos territórios que conquistava.” Trata-se do:

a)    Helenismo.
b)    Pan-Macedonismo.
c)    Estoicismo.
d)    Cosmopolitismo Clássico.
e)    Epicurismo.

Gab: A
2- (UCS RS)  
Durante a Guerra do Iraque, entre março e abril de 2003, a capital desse país do Oriente Médio, Bagdá, foi intensamente bombardeada por forças dos Estados Unidos e da Inglaterra. Além de inúmeros habitantes mortos e feridos, muitos de seus prédios e estabelecimentos comerciais foram saqueados. Um desses prédios foi o Museu de Antiguidade, de onde foram roubados ou destruídos cerca de 170 mil objetos de incalculável valor histórico e artístico. Essa perda representou um golpe irreparável para o patrimônio cultural da humanidade, pois esses artefatos foram produzidos por povos que ocuparam a região há milhares de anos.
(SERIACOPI, Gislaine; SERIACOPI, Reinaldo. História. São Paulo: Ática, 2005. p. 21 – Texto adaptado.)

Assinale a alternativa que apresenta de forma correta alguns dos povos que ocuparam, na Antiguidade, a região conhecida como Mesopotâmia, onde hoje localizam-se o território do Iraque e terras próximas.

a)    Hebreus, persas, hititas e babilônios.
b)    Assírios, fenícios, persas e cartagineses.
c)    Assírios, caldeus, hebreus e cartagineses.
d)    Sumérios, babilônios, assírios e caldeus.
e)    Caldeus, babilônios, acadianos e persas.

Gab: D
3- (MACK SP)   
Considere as afirmações abaixo.

I.      A partir do séc.VIII a.C., os gregos iniciaram uma expansão colonizadora pelo Mediterrâneo, fundando inúmeras colônias, sobretudo no sul da Itália e na Sicília.
II.     A sociedade espartana, por volta do séc. VI a.C., era formada por três camadas bem distintas: os esparcíatas, os periecos e os hilotas, sendo estes últimos a classe dos escravos públicos, reduzidos aos trabalhos no campo.
III.    O chamado Século de Péricles foi marcado pela prosperidade econômica e pelo esplendor cultural da pólis ateniense.

A respeito da civilização grega antiga, assinale:
a)     se apenas I é verdadeira.
b)     se apenas I e II são verdadeiras.
c)     se apenas III é verdadeira.
d)     se nenhuma é verdadeira.
e)     se todas são verdadeiras.

Gab: E
4 -(UNIFOR CE)  
Considere o texto.

Clístenes instituiu o ostracismo (...). Os crimes sujeitos ao ostracismo eram votados na Assembléia; usavam-se pedaços de cerâmica, denominados ostrakon.
(José Jobson de A. Arruda. História antiga e
medieval. São Paulo: Ática, 1984. p. 150)

(Mario Schmidt. Nova História Crítica. São Paulo: Nova
Geração, 2005. p. 28)

Na história da Grécia antiga, o ostracismo consistia em

a)    suspensão temporária dos direitos políticos dos cidadãos considerados nocivos ao Estado.
b)    direito de os atenienses exercerem o cargo de senador vitalício das Assembléias populares.
c)    impedimento político dos escravos de participarem das Assembléias populares em Atenas.
d)    reforma política realizada com o objetivo de cassar mandatos dos deputados das polis gregas.
e)    ato de escravizar povos estrangeiros que eram submetidos ao domínio dos governantes de Esparta.

Gab: A

5 - (UFT TO)  
A criança quando nascia era examinada pelos anciãos. Se fosse fraca ou apresentasse algum defeito físico era lançada para a morte do alto do monte Taigeto. Caso fosse aprovada no exame ficava com a mãe até os sete anos, quando era entregue ao Estado para receber uma educação cívica. Aos 17 anos os rapazes passavam por um ritual de iniciação chamado de Kriptia para demonstrar suas habilidades. Espalhavam-se pelos campos munidos de punhais, e teriam que degolar a maior quantidade de escravos possíveis. Os aprovados recebiam um lote de terra. Aos trinta anos, o soldado tornava-se cidadão e aos 60 tomava parte do Conselho de Anciãos.
ARRUDA, J. Jobson de A; PILETTI, Nelson. Toda a História. São Paulo: Ática, 1999, p. 46

A transcrição acima refere-se aos cidadãos que habitavam:

a)    Creta.
b)    Roma.
c)    Chipre.
d)    Babilônia.
e)    Esparta.

Gab: E
(UNICAMP SP)     
Para a historiadora francesa J. Romillyes, a Guerra do Peloponeso foi o “suicídio profundo da Grécia das Cidades”.
6)    O que foi a Guerra do Peloponeso?
7)    Por que a autora afirma que a guerra foi o “suicídio” das cidades-Estado gregas?

Gab:
6)    Guerra do Peloponeso foi a disputa pela hegemonia da Grécia entre Atenas e Esparta. Atenas após liderar a luta, vitoriosa, dos gregos sobre os persas (Guerras Médicas), através da Confederação de Delos, passou a exercer a liderança sobre a Grécia, utilizando os recursos da confederação em proveito próprio. Nesse contexto, Esparta, após organizar a Liga do Peloponeso, entra em guerra contra Atenas.
7)    O confronto durou 27 anos (431 a.C.-404 a.C.), com a vitória de Esparta sobre Atenas e gerou um desgaste brutal à Grécia. Abre-se um período de regimes autoritários e repressivos, pondo fim aos grandes debates e ao sistema democrático, levando a Grécia ao empobrecimento. Mais tarde (371 a.C.), o domínio passa para os tebanos após vários combates. Com os campos devassados pelas guerras, o exército é formado por mercenários, o comércio prejudicado, a Grécia é dominada apelos macedônicos, após a derrota na batalha de Queronéia, em 338 a.C.

(UNICAMP SP)   
No poema grego Odisséia, que narra as viagens lendárias do herói Ulisses, esse personagem chega a um país habitado por gigantes chamados Ciclopes, que são descritos como “homens sem leis”, porque “não têm assembléias que julguem ou deliberem” e “cada um dita a lei a seus filhos e mulheres sem se preocuparem uns com os outros”.
(Homero, Odisséia. São Paulo: Nova Cultural, 2002, p. 117).
8)    Aponte dois aspectos da cidade-estado grega que a diferenciava do país lendário mencionado no texto.
9)    Identifique os dois principais modelos de cidade-estado desenvolvidos na Grécia.
10)  Cite uma característica da democracia grega que a diferencie da democracia atual.

Gab:
8)    Diferentemente do país lendário mencionado por Homero, as cidades-estado gregas, desde o final do período arcaico, eram regidas por leis escritas, que eram concebidas a partir de discussões dos cidadãos em assembléias.
9)    A Grécia Antiga conheceu dois importantes modelos de pólis: o modelo ateniense (democrático) e o modelo espartano (oligárquico).
10)  Atualmente, a democracia é representativa; na antiga Grécia vigorava a democracia direta dos cidadãos nas Assembléias. Vale lembrar que o conceito grego de “cidadania” excluía estrangeiros, mulheres e escravos.