· Cap. 12 –
Cidadania
01 - (UFMG)
"Nós pensamos que fosse um
mendigo...”
Essa frase foi atribuída aos
adolescentes que, em Brasília, queimaram vivo o índio Galdino, que dormia em um
abrigo de ônibus.
Esse fato, ocorrido em 1997, pode
ser associado:
a) Ao conflito interétnico que tem caracterizado
a luta pela posse e distribuição das
terras das reservas indígenas.
b) o descaso e à violência com que as minorias e
os pobres têm sido historicamente tratados no Brasil..
c) Ao surgimento de grupos organizados de
extrema direita que vêem os índios e os pobres como responsáveis pela crise do
desemprego.
d) À política de eliminação das diferenças e das
desigualdades sociais, através do extermínio dos pobres
e) ao conflito entre indígenas e latifundiários
pela posse de áreas de demarcação indígenas.
Gab: B
2 - (UFMS)
Analise o
texto abaixo:
“Metade dos
miseráveis brasileiros vive no Nordeste, geralmente na zona rural de cidades
muito pequenas. Nesses bolsões de pobreza assolados pela seca, falta comida e
não há trabalho para todo mundo. Em muitos casos, a única fonte de rendimento
das famílias provém da venda de ossos aos comerciantes que usam o ‘produto’
como matéria-prima de ração para animais.”
(MENDONÇA, Ricardo. O paradoxo da Miséria, Veja,
n. 1735, Ano 35, p. 82, 23 jan./2002).
Com base no
texto e em seus conhecimentos sobre História do Brasil, assinale a alternativa
correta.
a) Os Estados do Nordeste são
muito populosos e a sua localização geográfica não favorece a agricultura e o
estabelecimento de pólos industriais, há muita falta de trabalho ocasionando um
grande empobrecimento da população.
b) A miséria existe no
Nordeste, em grande parte, por ser essa Região consituída de Estados que têm
como única preocupação a solução dos problemas dos bolsões de pobreza.
c) Os Estados do Nordeste não
têm qualquer expressividade na arrecadação do País, suas pequenas cidades, que
já sofrem com a seca, ficam ainda mais esquecidas e abandonadas, tendo seus
habitantes que fazer qualquer tipo de trabalho para conseguir sobreviver.
d) Os problemas do Nordeste
brasileiro poderão ser resolvidos por meio de uma política de incentivo à
indústria para a produção de ração.
e) A maior taxa de pobreza no
Brasil é causada pela chamada injustiça social e quem sofre mais com esse
flagelo são os Estados nordestinos, que, além das secas, têm a menor renda per
capita do país.
Gab: E
3 - (UNESP SP)
O principal
defeito do elefante é, como eu ia dizendo, o de certos políticos brasileiros: é
um bicho interessante, mas come demais (...) Tem um apetite latifundiário...
(Rubem Braga. A
traição das elegantes.)
Este fragmento
de uma crônica de Rubem Braga refere-se:
a) Ao gigantismo do Estado
brasileiro.
b) Ao aspecto ingênuo da
política e da sociedade brasileiras.
c) A temas permanentes da vida
geral dos povos.
d) À corrupção política e à
desigualdade de riqueza no Brasil.
e) A uma situação política e
social ultrapassada na história brasileira.
Gab: D
4 - Notamos nela
a presença de um processo social importante para a compreensão das mudanças
e/ou transformações que ocorrem de forma contínua e que refletem determinados
tipos de relações sociais entre os indivíduos e os grupos. Sobre isso, assinale
a alternativa CORRETA.
Anexo:
a) O processo social nela apresentado é denominado conflito,
pois destaca um grupo em rivalidade, buscando uma educação mais justa.
b) A cidadania produzida pela educação é um processo
dissociativo e se encontra em constante transformação.
c) A cooperação na construção de uma educação cidadã permite
que dois ou mais indivíduos atuem em conjunto para tornar o seu grupo mais
atuante na formação de uma sociedade mais justa.
d) A diversidade ideológica no grupo social permite uma maior
coesão dos seus membros na cooperação por uma educação de qualidade e cidadã.
e) Numa competição como a da charge, notamos uma necessidade
de formar subgrupos que permitem uma cidadania igual para todos.
Gabarito: C
5 - Notamos nela
a presença de elementos que marcam as desigualdades sociais existentes na
sociedade brasileira atual. Sobre esse assunto, assinale a alternativa CORRETA.
Anexo:
a) Os meios de comunicação se tornaram populares no Brasil por
causa da diminuição das desigualdades entre as classes sociais.
b) O acesso a celulares pelas classes menos favorecidas no Brasil
é o reflexo da política de divisão igualitária dos bens produzidos no país.
c) As grandes cidades brasileiras são exemplos sociológicos
significativos no estudo das desigualdades sociais.
d) O Brasil possui um desenvolvimento industrial compatível
com a infraestrutura das cidades.
e) As classes sociais no Brasil são compreendidas como rígidas
em sua hierarquização.
Gabarito: C
6 - Essas imagens
refletem as desigualdades sociais existentes no Recife, que também podem ser
encontradas em outras grandes cidades do Brasil. Em relação às desigualdades
sociais, assinale a alternativa CORRETA.
Anexo:
a) As diferenças sociais vêm diminuindo significativamente no
país, ao longo dos anos, com a divisão igualitária das riquezas. Entretanto,
essas transformações só foram possíveis graças aos movimentos contra a
corrupção, que permitiram o acúmulo de bens no Brasil.
b) As péssimas condições de habitação revelam que o Estado não
está voltado nem preparado para a aplicação da riqueza social (oriunda dos
impostos arrecadados), que possibilita o bem-estar da maioria da população.
c) O processo de industrialização em curso no nosso país vem
favorecendo todos os setores da população, considerando seus problemas básicos.
d) As palafitas, em contraposição aos prédios luxuosos,
demonstram como as desigualdades entre as classes sociais são baseadas numa
hierarquização rígida.
e) O que determina as desigualdades sociais nas sociedades são
as relações de classe, exceto nas sociedades rurais.
Gabarito: B
7 - Entre 2004 e 2008, pelo menos 8 mil brasileiros foram libertados
de fazendas onde trabalhavam como se fossem escravos. O governo criou uma lista
em que ficaram expostos os nomes dos fazendeiros flagrados pela fiscalização.
No Norte, Nordeste e Centro-Oeste, regiões que mais sofrem com a fraqueza do
poder público, o bloqueio dos canais de financiamento agrícola para tais
fazendeiros tem sido a principal arma de combate a esse problema, mas os
governos ainda sofrem com a falta de informações, provocada pelas distâncias e
pelo poder intimidador dos proprietários. Organizações não governamentais e
grupos como a Pastoral da Terra têm agido corajosamente acionando as
autoridades públicas e ministrando aulas sobre
direitos sociais e trabalhistas.
“Plano Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo”.
Disponível em: http://www.mte.gov.br. Acesso em: 17 mar. 2009 (adaptado).
Questão 79
Nos lugares mencionados no texto, o papel dos grupos de defesa
dos direitos humanos tem sido fundamental,
porque eles
A) negociam com os fazendeiros o reajuste dos honorários e a
redução da carga horária de trabalho.
B) defendem os direitos dos consumidores junto aos armazéns e
mercados das fazendas e carvoarias.
C) substituem as autoridades policiais e jurídicas na resolução
dos conflitos entre patrões e empregados.
D) encaminham denúncias ao Ministério Público e promovem ações
de conscientização dos trabalhadores.
E) fortalecem a administração pública ao ministrarem aulas aos
seus servidores.
Gabarito: D
8 - Ser cidadão é:
a) ter consciência de seus direitos e deveres e participar
ativamente de todas as questões da sociedade.
b) apenas ser o morador da cidade.
c) ter consciência do seu papel na sociedade, isentando-o da
participação política.
d) contribuir, exclusivamente, para a sociedade com a
cobrança dos seus direitos.
e) ter como prioridade a luta pelos seus direitos políticos
apenas.
Gabarito: A
9- TEXTO I
A ação democrática consiste em todos tomarem parte do
processo decisório sobre aquilo que terá consequência na vida de toda
coletividade.
GALLO, S. et al. Ética e Cidadania. Caminhos da Filosofia.
Campinas: Papirus, 1997 (adaptado).
TEXTO II
É necessário que haja liberdade de expressão, fiscalização
sobre órgãos governamentais e acesso por parte da população às informações
trazidas a público pela imprensa.
Disponível em: http://www.observatoriodaimprensa.com.br.
Acesso em: 24 abr. 2010.
Partindo da perspectiva de democracia apresentada no Texto
I, os meios de comunicação, de acordo com o Texto II, assumem um papel
relevante na sociedade por
a) orientarem os cidadãos na compra dos bens necessários à
sua sobrevivência e bem-estar.
b) fornecerem informações que fomentam o debate político na
esfera pública.
c) apresentarem aos cidadãos a versão oficial dos
fatos.
d) propiciarem o entretenimento, aspecto relevante para
conscientização política.
e) promoverem a unidade cultural, por meio das transmissões
esportivas.
Resposta: [B]
10 - A ética precisa ser
compreendida como um empreendimento coletivo a ser constantemente retomado e
rediscutido, porque é produto da relação interpessoal e social. A ética supõe
ainda que cada grupo social se organize sentindo-se responsável por todos e que
crie condições para o exercício de um pensar e agir autônomos. A relação entre
ética e política é também uma questão de educação e luta pela soberania dos
povos. É necessária uma ética renovada, que se construa a partir da natureza
dos valores sociais para organizar também uma nova prática política.
CORDI et al. Para filosofar. São Paulo: Scipione, 2007 (adaptado).
O Século XX teve de repensar a ética para enfrentar novos
problemas oriundos de diferentes crises sociais, conflitos ideológicos e
contradições da realidade. Sob esse enfoque e a partir do texto, a ética pode
ser compreendida como
a) instrumento de garantia da cidadania, porque através dela
os cidadãos passam a pensar e agir de acordo com valores coletivos.
b) mecanismo de criação de direitos humanos, porque é da
natureza do homem ser ético e virtuoso.
c) meio para resolver os conflitos sociais no cenário da
globalização, pois a partir do entendimento do que é efetivamente a ética, a
política internacional se realiza.
d) parâmetro para assegurar o exercício político primando
pelos interesses e ação privada dos cidadãos.
e) aceitação de valores universais implícitos numa sociedade
que busca dimensionar sua vinculação à outras sociedades.
Resposta: [A]
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· Cap. 40 – A
expansão portuguesa na América
· Cap. 41 – A
capitania do ouro
· Cap. 50 – De
colônia a Reino Unido
1 - (USP)
Podemos
afirmar sobre o período da mineração no Brasil que:
a) Atraídos pelo ouro, vieram
para o Brasil aventureiros de toda espécie, que inviabilizaram a mineração.
b) A exploração das minas de
ouro só trouxe benefícios para Portugal.
c) A mineração deu origem a uma
classe média urbana que teve papel decisivo na independência do Brasil.
d) O ouro beneficiou apenas a
Inglaterra, que financiou sua exploração.
e) A mineração contribuiu para
interligar as várias regiões do Brasil, e foi fator de diferenciação da
sociedade.
Gab: E
2 – (UFS)
Considere as
pinturas de Jean Baptiste Debret.
(www.google.com.br)
As pinturas
podem ser utilizadas para a reconstituição histórica do papel dos bandeirantes
no contexto da colonização do Brasil. Sob a ótica do colonizado, os
bandeirantes.
a) tentaram impedir, inclusive
com métodos violentíssimos, a escravização das sociedades indígenas.
b) lutaram contra os jesuítas
porque estes desestruturavam o poder matriarcal das famílias dos índios.
c) denunciaram à Coroa
portuguesa as arbitrariedades cometidas pelos colonos em relação aos indígenas.
d) revoltaram–se contra a
política colonial escravista praticada pelos portugueses e pelo holandeses.
e) tiveram conflitos com os
jesuítas, pois invadiram áreas das missões para capturar e escravizar os
índios.
Gab: E
3 - - (UNIFOR CE)
Reflita sobre o texto.
Na versão dos estudiosos das bandeiras, o
bandeirante, que em suas ações é homem de seu tempo, na perspectiva histórica
realmente rompe com o curso dos eventos, ele altera as disposições de Portugal,
Espanha e da Santa Sé sobre a distribuição geográfica do Novo Mundo, modifica
os desígnios da expansão espanhola e jesuítica, faz descobertas que
redirecionam o curso da história (...).
(Carlos Davidoff. Bandeirantismo: verso e
reverso. São Paulo: Brasiliense, 1982. p. 88-9)
De acordo com o autor do texto, o movimento
bandeirante:
a) direcionou o interesse metropolitano para o interior do território
espanhol a fim de explorar os recursos naturais dessa região.
b) possibilitou o abastecimento de escravos ameríndios nas regiões da
colônia espanhola, durante a dominação francesa no Brasil.
c) expandiu as fronteiras geográficas do território português no
continente americano, ao avançar além de seus limites oficiais.
d) fundou núcleos populacionais para servir de escoadouro dos
produtos oriundos das capitanias do sul, em um projeto da metrópole portuguesa.
e) manteve a integridade do território português no continente
americano ao assegurar a atividade produtora açucareira, durante o domínio
holandês.
Gab: C
4- (MACK SP)
A corte e a
presença do soberano constituirão um ponto de referência e atração que
centraliza no Rio de Janeiro a vida política, administrativa e financeira da
monarquia.
Caio
Prado
Podem ser
consideradas conseqüências dessa conjuntura para a História brasileira:
a) A não intervenção do governo
de D. João VI nas questões platinas, em virtude do isolamento adotado pela
Corte.
b) A preservação das condições
coloniais, sobretudo o monopólio e a proibição de produção de manufaturas no
Brasil.
c) A inversão brasileira, já
que, com a Abertura de Portos, a imprensa, o ensino superior, a circulação de
idéias e a liberdade industrial, encaminhava-se o Brasil para a independência,
enquanto a metrópole declinava, mergulhada na crise econômica e política.
d) O movimento liberal em
Portugal favorável à independência brasileira.
e) Um período absolutamente
tranqüilo, sem nenhuma revolta interna ou diferenças entre lusos e brasileiros.
Gab: C
5- (MACK SP)
Adotar em toda
a extensão os princípios do liberalismo econômico significaria destruir as próprias
bases sobre as quais se apoiava a Coroa. Manter intacto o sistema colonial era
impossível nas novas condições. Daí as contradições de sua política econômica.
Emília
Viotti da Costa
Sobre a
política econômica adotada por D. João VI durante a permanência da Corte
portuguesa no Brasil, é correto afirmar que:
a) Permanecia a proibição à
produção das manufaturas nacionais e o estabelecimento de fábricas no Brasil,
que representariam uma possível concorrência aos produtos ingleses.
b) Proibia a entrada e a venda
de vinhos estrangeiros no Brasil, estabelecendo tarifas favoráveis aos vinhos
portugueses, que continuaram a ser os mais consumidos.
c) A abertura dos portos às
nações amigas, em 1808, concedia liberdade de comércio à colônia, mas não
extinguia o monopólio português exercido em nossa economia.
d) Com a assinatura dos
Tratados de 1810, consolidou-se a dominação econômica inglesa sobre o nosso
país, apesar de os súditos britânicos residentes no Brasil não terem garantia
de liberdade religiosa.
e) As medidas tomadas durante
esse período acentuaram as divergências entre os interesses da elite nacional,
as exigências britânicas e as necessidades dos comerciantes metropolitanos.
Gab:E
6 - (MACK SP)
Napoleão pressionou, e D.
João, covarde, prendeu os ingleses residentes em Lisboa. Só que a
invasão francesa já estava em
curso. O pavor tomou conta da nobreza. ‘Lá vêm os plebeus
franceses, cantando essa música desgraçada de liberdade!’ – diziam eles. Os
velhos britânicos, porém, estavam ali e tinham interesse em salvar a pele da
corte lusitana.
Mario Schmidt, Nova História
Crítica do Brasil,
500 anos de Historia Malcontada
500 anos de Historia Malcontada
Assinale a alternativa que
indica o contexto histórico a que se refere o texto.
a) O enfrentamento entre D. João V e o governo
napoleônico, fato que resultou na expulsão dos ingleses de Portugal.
b) Época do domínio de Napoleão Bonaparte e
início da Revolução Liberal do Porto em Portugal.
c) Perído pós-independência, quando o Brasil
teve que pedir empréstimos à Inglaterra para saldar as dívidas de Portugal com
a França.
d) Transferência da Corte para o Brasil, com a
ajuda britânica, e a conseqüente Abertura dos Portos às Nações Amigas.
e) As pressões internacionais para a
antecipação da coroação de D. João como rei de Portugal após o impedimento de
sua mãe, Dona Maria I.
Gab: D
7 - (USP)
“.…quando o
príncipe regente português, D. João, chegou de malas e bagagens para residir no
Brasil, houve um grande alvoroço na cidade do Rio de Janeiro. Afinal era a
própria encarnação do rei [...] que aqui desembarcava. D. João não precisou,
porém, caminhar muito para alojar-se. Logo em frente ao cais estava localizado
o Palácio dos Vice-Reis”.
Lilia Schwarcz. As Barbas do Imperador.
O significado
da chegada de D. João ao Rio de Janeiro pode ser resumido como:
a) Decorrência da loucura da
rainha Dona Maria I, que não conseguia se impor no contexto político europeu.
b) Fruto das derrotas militares
sofridas pelos portugueses ante os exércitos britânicos e de Napoleão
Bonaparte.
c) Inversão da relação entre
metrópole e colônia, já que a sede política do império passava do centro para a
periferia.
d) Alteração da relação
política entre monarcas e vice-reis, pois estes passaram a controlar o mando a
partir das colônias.
e) Imposição do comércio
britânico, que precisava do deslocamento do eixo político para conseguir
isenções alfandegárias.
Gab: C
8 -(ESCS DF)
Observe a
tabela:
ANOS
|
PRODUÇÃO MÉDIA ANUAL
|
1701/1720
|
2.720
|
1721/1740
|
8.850
|
1741/1760
|
14.600
|
1761/1780
|
10.350
|
1781/1800
|
5.450
|
1801/1820
|
2.750
|
Produção de Ouro no
Brasil (1701/ 1820)
(em toneladas)
(Cifras de Fredèric Mano. Histoire de
Brèsil. Paris, PUF. 1973,p.37)
A tabela acima
nos permite fazer algumas análises sobre o processo histórico brasileiro entre
os séculos XVIII e XIX.
A mineração no
Brasil ficou caracterizada como:
a) um período de pleno
desenvolvimento da Região das Minas que ficou evidenciado com a construção de
estradas, de iluminação pública e a ampliação do Porto do Rio de Janeiro entre
os anos de 1741 e 1760;
b) um momento de tranqüilidade
no relacionamento entre o Estado português e a elite colonial em função da
flexibilidade fiscal imposta pela coroa lusitana à área mineradora;
c) a fase de maior
desenvolvimento da região nordeste já que a sua elite ainda controlava a política
e a economia colonial brasileira durante a sociedade mineradora;
d) o período de total
decadência da atividade cultural no processo colonial brasileiro em função da
falta de investimentos do Estado português na arte colonial brasileira;
e) a fase de maior influência
da Companhia de Jesus sobre o Brasil Colonial durante o Governo do Marquês de
Pombal em Portugal (1750/1777).
Gab: A
9 - (UFPEL RS)
Texto 1:
“O
abastecimento dependia dos navios da Companhia das Índias, a carestia também
era corriqueira, o que levou Maurício de Nassau (1604-1679) a adotar medidas
enérgicas para obrigar os senhores de engenho a plantar farinha e hortaliças,
tendo sido tais medidas consideradas, inclusive as primeiras a combater os
efeitos da monocultura, pois Pernambuco era tradicionalmente a capitania onde
os produtos custavam mais caro, em conseqüência do domínio total da lavoura de
cana-deaçúcar.
Assim, com
breves hiatos, a cozinha e a mesa pernambucana padeceram dos mesmos males que
as de seus companheiros do resto da colônia”.
SOUZA, Laura de Mello e (org.). História da Vida Privada
no
Brasil: cotidiano e vida privada na América portuguesa.
São
Paulo: Cia. Das Letras, 1997.
Texto 2:
“ONU diz que
biocombustíveis são crime contra humanidade.
A produção em
massa de biocombustíveis é crime contra a humanidade por seu impacto nos preços
dos alimentos. A declaração foi feita ontem pelo relator especial da ONU para o
Direito à Alimentação, o suíço Jean Ziegler.
[...] Ele
também acusou a União Européia de dumping agrícola na África. ‘A UE financia
exportações de superávits agrícolas europeus à África, onde são oferecidos pela
metade ou a um terço de seu preço de produção, o que arruína a agricultura
africana’, acrescentou”.
DIÁRIO POPULAR, 15/04/2008.
Nos textos,
apesar de contextos históricos diferentes, há uma preocupação relacionada à
(ao)
a) déficit no balanço comercial
e às políticas econômicas promotoras de dumpings agrícolas no Brasil.
b) impacto ambiental provocado
pela plantação de culturas exóticas – iniciadas no período Imperial do Brasil,
destinada à exportação.
c) perda do monopólio agrícola
açucareiro na capitania de Pernambuco, por parte de Nassau e à concorrência
desleal que a produção agrícola africana causa na Europa.
d) alimentação pelas camadas
pobres da sociedade colonial brasileira, defendida por Nassau; e a socialização
dos meios de produção na economia africana, defendida pelo técnico da ONU.
e) escassez e carestia de
alimentos (que geram a fome) provocadas pela cobiça do capital, nas
monoculturas.
Gab: E
10- (UFTM MG)
A exploração
de ouro no Brasil, no século XVIII, provocou importantes transformações, entre
as quais se destacam:
a) A articulação de um comércio interno, a transferência da capital
para o Rio de Janeiro e a maior importância da vida urbana.
b) O surgimento das classes médias urbanas, a ocupação do interior da
colônia e o predomínio do trabalho livre assalariado.
c) A chance de maior mobilidade social, a abolição da escravatura nas
minas e a diversificação das camadas intermediárias.
d) O aumento do número de alforrias, o patriarcalismo nas relações
sociais e o desenvolvimento de uma arte genuinamente nacional.
e) A bipolarização da sociedade, a melhor distribuição do poder
político e o reforço da exploração metropolitana sobre a colônia.
Gab: A