28 de abr. de 2014

GABARITO 2º ANO - HISTÓRIA E SOCIOLOGIA


Retângulo de cantos arredondados: CONTEÚDOS AT I - SOCIOLOGIA 





·   Cap. 12 – Cidadania


                01 -  (UFMG)     
"Nós pensamos que fosse um mendigo...”
Essa frase foi atribuída aos adolescentes que, em Brasília, queimaram vivo o índio Galdino, que dormia em um abrigo de ônibus.
Esse fato, ocorrido em 1997, pode ser associado:
a)   Ao conflito interétnico que tem caracterizado a luta  pela posse e distribuição das terras das reservas indígenas.
b)   o descaso e à violência com que as minorias e os pobres têm sido historicamente tratados no Brasil..
c)   Ao surgimento de grupos organizados de extrema direita que vêem os índios e os pobres como responsáveis pela crise do desemprego.
d)   À política de eliminação das diferenças e das desigualdades sociais, através do extermínio dos pobres
e)   ao conflito entre indígenas e latifundiários pela posse de áreas de demarcação indígenas.

Gab: B

2 - (UFMS)   
Analise o texto abaixo:

“Metade dos miseráveis brasileiros vive no Nordeste, geralmente na zona rural de cidades muito pequenas. Nesses bolsões de pobreza assolados pela seca, falta comida e não há trabalho para todo mundo. Em muitos casos, a única fonte de rendimento das famílias provém da venda de ossos aos comerciantes que usam o ‘produto’ como matéria-prima de ração para animais.”
(MENDONÇA, Ricardo. O paradoxo da Miséria, Veja, n. 1735, Ano 35, p. 82, 23 jan./2002).

Com base no texto e em seus conhecimentos sobre História do Brasil, assinale a alternativa correta.
a)   Os Estados do Nordeste são muito populosos e a sua localização geográfica não favorece a agricultura e o estabelecimento de pólos industriais, há muita falta de trabalho ocasionando um grande empobrecimento da população.
b)   A miséria existe no Nordeste, em grande parte, por ser essa Região consituída de Estados que têm como única preocupação a solução dos problemas dos bolsões de pobreza.
c)   Os Estados do Nordeste não têm qualquer expressividade na arrecadação do País, suas pequenas cidades, que já sofrem com a seca, ficam ainda mais esquecidas e abandonadas, tendo seus habitantes que fazer qualquer tipo de trabalho para conseguir sobreviver.
d)   Os problemas do Nordeste brasileiro poderão ser resolvidos por meio de uma política de incentivo à indústria para a produção de ração.
e)   A maior taxa de pobreza no Brasil é causada pela chamada injustiça social e quem sofre mais com esse flagelo são os Estados nordestinos, que, além das secas, têm a menor renda per capita do país.

Gab: E

3 - (UNESP SP)   
O principal defeito do elefante é, como eu ia dizendo, o de certos políticos brasileiros: é um bicho interessante, mas come demais (...) Tem um apetite latifundiário...
(Rubem Braga. A traição das elegantes.)
Este fragmento de uma crônica de Rubem Braga refere-se:
a)   Ao gigantismo do Estado brasileiro.
b)   Ao aspecto ingênuo da política e da sociedade brasileiras.
c)   A temas permanentes da vida geral dos povos.
d)   À corrupção política e à desigualdade de riqueza no Brasil.
e)   A uma situação política e social ultrapassada na história brasileira.

Gab: D
4 - Notamos nela a presença de um processo social importante para a compreensão das mudanças e/ou transformações que ocorrem de forma contínua e que refletem determinados tipos de relações sociais entre os indivíduos e os grupos. Sobre isso, assinale a alternativa CORRETA.
Anexo:
a) O processo social nela apresentado é denominado conflito, pois destaca um grupo em rivalidade, buscando uma educação mais justa.
b) A cidadania produzida pela educação é um processo dissociativo e se encontra em constante transformação.
c) A cooperação na construção de uma educação cidadã permite que dois ou mais indivíduos atuem em conjunto para tornar o seu grupo mais atuante na formação de uma sociedade mais justa.
d) A diversidade ideológica no grupo social permite uma maior coesão dos seus membros na cooperação por uma educação de qualidade e cidadã.
e) Numa competição como a da charge, notamos uma necessidade de formar subgrupos que permitem uma cidadania igual para todos.
Gabarito:  C
5 - Notamos nela a presença de elementos que marcam as desigualdades sociais existentes na sociedade brasileira atual. Sobre esse assunto, assinale a alternativa CORRETA.
Anexo:
a) Os meios de comunicação se tornaram populares no Brasil por causa da diminuição das desigualdades entre as classes sociais.
b) O acesso a celulares pelas classes menos favorecidas no Brasil é o reflexo da política de divisão igualitária dos bens produzidos no país.
c) As grandes cidades brasileiras são exemplos sociológicos significativos no estudo das desigualdades sociais.
d) O Brasil possui um desenvolvimento industrial compatível com a infraestrutura das cidades.
e) As classes sociais no Brasil são compreendidas como rígidas em sua hierarquização.
Gabarito: C

6 - Essas imagens refletem as desigualdades sociais existentes no Recife, que também podem ser encontradas em outras grandes cidades do Brasil. Em relação às desigualdades sociais, assinale a alternativa CORRETA.
Anexo:
a) As diferenças sociais vêm diminuindo significativamente no país, ao longo dos anos, com a divisão igualitária das riquezas. Entretanto, essas transformações só foram possíveis graças aos movimentos contra a corrupção, que permitiram o acúmulo de bens no Brasil.
b) As péssimas condições de habitação revelam que o Estado não está voltado nem preparado para a aplicação da riqueza social (oriunda dos impostos arrecadados), que possibilita o bem-estar da maioria da população.
c) O processo de industrialização em curso no nosso país vem favorecendo todos os setores da população, considerando seus problemas básicos.
d) As palafitas, em contraposição aos prédios luxuosos, demonstram como as desigualdades entre as classes sociais são baseadas numa hierarquização rígida.
e) O que determina as desigualdades sociais nas sociedades são as relações de classe, exceto nas sociedades rurais.
Gabarito: B

7 - Entre 2004 e 2008, pelo menos 8 mil brasileiros foram libertados de fazendas onde trabalhavam como se fossem escravos. O governo criou uma lista em que ficaram expostos os nomes dos fazendeiros flagrados pela fiscalização. No Norte, Nordeste e Centro-Oeste, regiões que mais sofrem com a fraqueza do poder público, o bloqueio dos canais de financiamento agrícola para tais fazendeiros tem sido a principal arma de combate a esse problema, mas os governos ainda sofrem com a falta de informações, provocada pelas distâncias e pelo poder intimidador dos proprietários. Organizações não governamentais e grupos como a Pastoral da Terra têm agido corajosamente acionando as autoridades públicas e ministrando aulas sobre
direitos sociais e trabalhistas.
“Plano Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo”. Disponível em: http://www.mte.gov.br. Acesso em: 17 mar. 2009 (adaptado).
Questão 79
Nos lugares mencionados no texto, o papel dos grupos de defesa dos direitos humanos tem sido fundamental,
porque eles
A) negociam com os fazendeiros o reajuste dos honorários e a redução da carga horária de trabalho.
B) defendem os direitos dos consumidores junto aos armazéns e mercados das fazendas e carvoarias.
C) substituem as autoridades policiais e jurídicas na resolução dos conflitos entre patrões e empregados.
D) encaminham denúncias ao Ministério Público e promovem ações de conscientização dos trabalhadores.
E) fortalecem a administração pública ao ministrarem aulas aos seus servidores.
Gabarito: D
8 - Ser cidadão é:

a) ter consciência de seus direitos e deveres e participar ativamente de todas as questões da sociedade.
b) apenas ser o morador da cidade.
c) ter consciência do seu papel na sociedade, isentando-o da participação política.
d) contribuir, exclusivamente, para a sociedade com a cobrança dos seus direitos.
e) ter como prioridade a luta pelos seus direitos políticos apenas.

Gabarito: A

9- TEXTO I

A ação democrática consiste em todos tomarem parte do processo decisório sobre aquilo que terá consequência na vida de toda coletividade.

GALLO, S. et al. Ética e Cidadania. Caminhos da Filosofia. Campinas: Papirus, 1997 (adaptado).

TEXTO II

É necessário que haja liberdade de expressão, fiscalização sobre órgãos governamentais e acesso por parte da população às informações trazidas a público pela imprensa.

Disponível em: http://www.observatoriodaimprensa.com.br. Acesso em: 24 abr. 2010.

Partindo da perspectiva de democracia apresentada no Texto I, os meios de comunicação, de acordo com o Texto II, assumem um papel relevante na sociedade por
a) orientarem os cidadãos na compra dos bens necessários à sua sobrevivência e bem-estar.  
b) fornecerem informações que fomentam o debate político na esfera pública.  
c) apresentarem aos cidadãos a versão oficial dos fatos.  
d) propiciarem o entretenimento, aspecto relevante para conscientização política.  
e) promoverem a unidade cultural, por meio das transmissões esportivas.  

Resposta: [B]
10 - A ética precisa ser compreendida como um empreendimento coletivo a ser constantemente retomado e rediscutido, porque é produto da relação interpessoal e social. A ética supõe ainda que cada grupo social se organize sentindo-se responsável por todos e que crie condições para o exercício de um pensar e agir autônomos. A relação entre ética e política é também uma questão de educação e luta pela soberania dos povos. É necessária uma ética renovada, que se construa a partir da natureza dos valores sociais para organizar também uma nova prática política.

CORDI et al. Para filosofar. São Paulo: Scipione, 2007 (adaptado).

O Século XX teve de repensar a ética para enfrentar novos problemas oriundos de diferentes crises sociais, conflitos ideológicos e contradições da realidade. Sob esse enfoque e a partir do texto, a ética pode ser compreendida como
a) instrumento de garantia da cidadania, porque através dela os cidadãos passam a pensar e agir de acordo com valores coletivos.  
b) mecanismo de criação de direitos humanos, porque é da natureza do homem ser ético e virtuoso.  
c) meio para resolver os conflitos sociais no cenário da globalização, pois a partir do entendimento do que é efetivamente a ética, a política internacional se realiza.  
d) parâmetro para assegurar o exercício político primando pelos interesses e ação privada dos cidadãos.  
e) aceitação de valores universais implícitos numa sociedade que busca dimensionar sua vinculação à outras sociedades.  


Resposta: [A]

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Retângulo de cantos arredondados: CONTEÚDOS AT I - HISTÓRIA 



·   Cap. 40 – A expansão portuguesa na América
·   Cap. 41 – A capitania do ouro                           
·   Cap. 50 – De colônia a Reino Unido

1 - (USP)       
Podemos afirmar sobre o período da mineração no Brasil que:

a)   Atraídos pelo ouro, vieram para o Brasil aventureiros de toda espécie, que inviabilizaram a mineração.
b)   A exploração das minas de ouro só trouxe benefícios para Portugal.
c)   A mineração deu origem a uma classe média urbana que teve papel decisivo na independência do Brasil.
d)   O ouro beneficiou apenas a Inglaterra, que financiou sua exploração.
e)   A mineração contribuiu para interligar as várias regiões do Brasil, e foi fator de diferenciação da sociedade.

Gab: E

2 – (UFS)  
Considere as pinturas de Jean Baptiste Debret.

(www.google.com.br)

As pinturas podem ser utilizadas para a reconstituição histórica do papel dos bandeirantes no contexto da colonização do Brasil. Sob a ótica do colonizado, os bandeirantes.
a)   tentaram impedir, inclusive com métodos violentíssimos, a escravização das sociedades indígenas.
b)   lutaram contra os jesuítas porque estes desestruturavam o poder matriarcal das famílias dos índios.
c)   denunciaram à Coroa portuguesa as arbitrariedades cometidas pelos colonos em relação aos indígenas.
d)   revoltaram–se contra a política colonial escravista praticada pelos portugueses e pelo holandeses.
e)   tiveram conflitos com os jesuítas, pois invadiram áreas das missões para capturar e escravizar os índios.

Gab: E

3 - - (UNIFOR CE)  
Reflita sobre o texto.

Na versão dos estudiosos das bandeiras, o bandeirante, que em suas ações é homem de seu tempo, na perspectiva histórica realmente rompe com o curso dos eventos, ele altera as disposições de Portugal, Espanha e da Santa Sé sobre a distribuição geográfica do Novo Mundo, modifica os desígnios da expansão espanhola e jesuítica, faz descobertas que redirecionam o curso da história (...).
(Carlos Davidoff. Bandeirantismo: verso e reverso. São Paulo: Brasiliense, 1982. p. 88-9)

De acordo com o autor do texto, o movimento bandeirante:

a)   direcionou o interesse metropolitano para o interior do território espanhol a fim de explorar os recursos naturais dessa região.
b)   possibilitou o abastecimento de escravos ameríndios nas regiões da colônia espanhola, durante a dominação francesa no Brasil.
c)   expandiu as fronteiras geográficas do território português no continente americano, ao avançar além de seus limites oficiais.
d)   fundou núcleos populacionais para servir de escoadouro dos produtos oriundos das capitanias do sul, em um projeto da metrópole portuguesa.
e)   manteve a integridade do território português no continente americano ao assegurar a atividade produtora açucareira, durante o domínio holandês.

Gab: C
4- (MACK SP)         
A corte e a presença do soberano constituirão um ponto de referência e atração que centraliza no Rio de Janeiro a vida política, administrativa e financeira da monarquia.
Caio Prado

Podem ser consideradas conseqüências dessa conjuntura para a História brasileira:
a)   A não intervenção do governo de D. João VI nas questões platinas, em virtude do isolamento adotado pela Corte.
b)   A preservação das condições coloniais, sobretudo o monopólio e a proibição de produção de manufaturas no Brasil.
c)   A inversão brasileira, já que, com a Abertura de Portos, a imprensa, o ensino superior, a circulação de idéias e a liberdade industrial, encaminhava-se o Brasil para a independência, enquanto a metrópole declinava, mergulhada na crise econômica e política.
d)   O movimento liberal em Portugal favorável à independência brasileira.
e)   Um período absolutamente tranqüilo, sem nenhuma revolta interna ou diferenças entre lusos e brasileiros.

Gab: C

5- (MACK SP)         
Adotar em toda a extensão os princípios do liberalismo econômico significaria destruir as próprias bases sobre as quais se apoiava a Coroa. Manter intacto o sistema colonial era impossível nas novas condições. Daí as contradições de sua política econômica.
Emília Viotti da Costa

Sobre a política econômica adotada por D. João VI durante a permanência da Corte portuguesa no Brasil, é correto afirmar que:
a)    Permanecia a proibição à produção das manufaturas nacionais e o estabelecimento de fábricas no Brasil, que representariam uma possível concorrência aos produtos ingleses.
b)   Proibia a entrada e a venda de vinhos estrangeiros no Brasil, estabelecendo tarifas favoráveis aos vinhos portugueses, que continuaram a ser os mais consumidos.
c)    A abertura dos portos às nações amigas, em 1808, concedia liberdade de comércio à colônia, mas não extinguia o monopólio português exercido em nossa economia.
d)   Com a assinatura dos Tratados de 1810, consolidou-se a dominação econômica inglesa sobre o nosso país, apesar de os súditos britânicos residentes no Brasil não terem garantia de liberdade religiosa.
e)    As medidas tomadas durante esse período acentuaram as divergências entre os interesses da elite nacional, as exigências britânicas e as necessidades dos comerciantes metropolitanos.

Gab:E
6 - (MACK SP)
Napoleão pressionou, e D. João, covarde, prendeu os ingleses residentes em Lisboa. Só que a invasão francesa já estava em curso. O pavor tomou conta da nobreza. ‘Lá vêm os plebeus franceses, cantando essa música desgraçada de liberdade!’ – diziam eles. Os velhos britânicos, porém, estavam ali e tinham interesse em salvar a pele da corte lusitana.
Mario Schmidt, Nova História Crítica do Brasil,
500 anos de Historia Malcontada

Assinale a alternativa que indica o contexto histórico a que se refere o texto.
a)     O enfrentamento entre D. João V e o governo napoleônico, fato que resultou na expulsão dos ingleses de Portugal.
b)     Época do domínio de Napoleão Bonaparte e início da Revolução Liberal do Porto em Portugal.
c)     Perído pós-independência, quando o Brasil teve que pedir empréstimos à Inglaterra para saldar as dívidas de Portugal com a França.
d)     Transferência da Corte para o Brasil, com a ajuda britânica, e a conseqüente Abertura dos Portos às Nações Amigas.
e)     As pressões internacionais para a antecipação da coroação de D. João como rei de Portugal após o impedimento de sua mãe, Dona Maria I.

Gab: D
7 - (USP)       
“.…quando o príncipe regente português, D. João, chegou de malas e bagagens para residir no Brasil, houve um grande alvoroço na cidade do Rio de Janeiro. Afinal era a própria encarnação do rei [...] que aqui desembarcava. D. João não precisou, porém, caminhar muito para alojar-se. Logo em frente ao cais estava localizado o Palácio dos Vice-Reis”.
Lilia Schwarcz. As Barbas do Imperador.

O significado da chegada de D. João ao Rio de Janeiro pode ser resumido como:
a)   Decorrência da loucura da rainha Dona Maria I, que não conseguia se impor no contexto político europeu.
b)   Fruto das derrotas militares sofridas pelos portugueses ante os exércitos britânicos e de Napoleão Bonaparte.
c)   Inversão da relação entre metrópole e colônia, já que a sede política do império passava do centro para a periferia.
d)   Alteração da relação política entre monarcas e vice-reis, pois estes passaram a controlar o mando a partir das colônias.
e)   Imposição do comércio britânico, que precisava do deslocamento do eixo político para conseguir isenções alfandegárias.

Gab: C

8 -(ESCS DF)  
Observe a tabela:

ANOS
PRODUÇÃO MÉDIA ANUAL
1701/1720
2.720
1721/1740
8.850
1741/1760
14.600
1761/1780
10.350
1781/1800
5.450
1801/1820
2.750
Produção de Ouro no Brasil (1701/ 1820)
(em toneladas)

(Cifras de Fredèric Mano. Histoire de
Brèsil. Paris, PUF. 1973,p.37)

A tabela acima nos permite fazer algumas análises sobre o processo histórico brasileiro entre os séculos XVIII e XIX.
A mineração no Brasil ficou caracterizada como:

a)   um período de pleno desenvolvimento da Região das Minas que ficou evidenciado com a construção de estradas, de iluminação pública e a ampliação do Porto do Rio de Janeiro entre os anos de 1741 e 1760;
b)   um momento de tranqüilidade no relacionamento entre o Estado português e a elite colonial em função da flexibilidade fiscal imposta pela coroa lusitana à área mineradora;
c)   a fase de maior desenvolvimento da região nordeste já que a sua elite ainda controlava a política e a economia colonial brasileira durante a sociedade mineradora;
d)   o período de total decadência da atividade cultural no processo colonial brasileiro em função da falta de investimentos do Estado português na arte colonial brasileira;
e)   a fase de maior influência da Companhia de Jesus sobre o Brasil Colonial durante o Governo do Marquês de Pombal em Portugal (1750/1777).

Gab: A

9 - (UFPEL RS)  
Texto 1:
“O abastecimento dependia dos navios da Companhia das Índias, a carestia também era corriqueira, o que levou Maurício de Nassau (1604-1679) a adotar medidas enérgicas para obrigar os senhores de engenho a plantar farinha e hortaliças, tendo sido tais medidas consideradas, inclusive as primeiras a combater os efeitos da monocultura, pois Pernambuco era tradicionalmente a capitania onde os produtos custavam mais caro, em conseqüência do domínio total da lavoura de cana-deaçúcar.
Assim, com breves hiatos, a cozinha e a mesa pernambucana padeceram dos mesmos males que as de seus companheiros do resto da colônia”.
SOUZA, Laura de Mello e (org.). História da Vida Privada no
Brasil: cotidiano e vida privada na América portuguesa. São
Paulo: Cia. Das Letras, 1997.

Texto 2:
“ONU diz que biocombustíveis são crime contra humanidade.
A produção em massa de biocombustíveis é crime contra a humanidade por seu impacto nos preços dos alimentos. A declaração foi feita ontem pelo relator especial da ONU para o Direito à Alimentação, o suíço Jean Ziegler.
[...] Ele também acusou a União Européia de dumping agrícola na África. ‘A UE financia exportações de superávits agrícolas europeus à África, onde são oferecidos pela metade ou a um terço de seu preço de produção, o que arruína a agricultura africana’, acrescentou”.
DIÁRIO POPULAR, 15/04/2008.

Nos textos, apesar de contextos históricos diferentes, há uma preocupação relacionada à (ao)
a)   déficit no balanço comercial e às políticas econômicas promotoras de dumpings agrícolas no Brasil.
b)   impacto ambiental provocado pela plantação de culturas exóticas – iniciadas no período Imperial do Brasil, destinada à exportação.
c)   perda do monopólio agrícola açucareiro na capitania de Pernambuco, por parte de Nassau e à concorrência desleal que a produção agrícola africana causa na Europa.
d)   alimentação pelas camadas pobres da sociedade colonial brasileira, defendida por Nassau; e a socialização dos meios de produção na economia africana, defendida pelo técnico da ONU.
e)   escassez e carestia de alimentos (que geram a fome) provocadas pela cobiça do capital, nas monoculturas.

Gab: E

10- (UFTM MG)      
A exploração de ouro no Brasil, no século XVIII, provocou importantes transformações, entre as quais se destacam:

a)   A articulação de um comércio interno, a transferência da capital para o Rio de Janeiro e a maior importância da vida urbana.
b)   O surgimento das classes médias urbanas, a ocupação do interior da colônia e o predomínio do trabalho livre assalariado.
c)   A chance de maior mobilidade social, a abolição da escravatura nas minas e a diversificação das camadas intermediárias.
d)   O aumento do número de alforrias, o patriarcalismo nas relações sociais e o desenvolvimento de uma arte genuinamente nacional.
e)   A bipolarização da sociedade, a melhor distribuição do poder político e o reforço da exploração metropolitana sobre a colônia.

Gab: A